1º Encontro da Rede de Leitura Inclusiva do Tocantins promoveu debate sobre deficiência visual

Uma mulher dando palestra para pessoas sentadas em cadeiras azuisA ação foi uma iniciativa da SECULT, em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos e com o Alteridade – CEULP/ULBRA

O 1º Encontro da Rede de Leitura Inclusiva no Tocantins aconteceu na quinta-feira, 13, no Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra). A ação foi uma iniciativa da Secretaria Estadual da Cultura (Secult), em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, para a formação sobre tecnologias assistivas e leitura inclusiva no campo da deficiência visual e com o Alteridade – CEULP/ULBRA

O público contou com a participação de agentes formadores de áreas relacionadas à educação especial e à leitura, como professores e bibliotecários. A biblioteconomista da Secult, Alessandra Batista, explicou que o objetivo é capacitar profissionais para que eles sejam multiplicadores do conhecimento adquirido durante o encontro. “A ideia da Secretaria da Cultura é disseminar a iniciativa pelo Estado e fazer parcerias com outras instituições para que as pessoas com qualquer tipo de deficiência tenha acesso a serviços especializados”, explicou.

 

mulher dando palestra com o slide sobre proposta rede de leitura inclusiva

 

A programação do encontro contou com a palestra “Leitura Inclusiva”, ministrada pela responsável pelos serviços de Apoio à Inclusão da Fundação Dorina Nowill, Perla Assunção, e pela professora e também deficiente visual, Maria Dinalva Tavares. De acordo com Perla Assunção, existem muitas iniciativas no Tocantins, tanto pública, quanto privada, na área de leitura inclusiva. “O que faltava era o encontro e a articulação dessas iniciativas para a formação da rede. Com esse primeiro encontro e com a implantação da rede no Estado será fica mais fácil promover o intercâmbio e o compartilhamento de saberes”, ressaltou.

pessoas assistindo aula em frente ao computador

No período da tarde, os participantes conheceram alguns softwares de tecnologias assistivas, que auxiliam o aprendizado de pessoas com deficiência visual, como o DOSVOX, NVDA e JAWS. As oficinas foram ministradas pelo professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Euler Rui Barbosa, que também é deficiente visual.

Rede de Leitura Inclusiva

A rede está presente em 22 estados brasileiros, contando com o Tocantins e Distrito Federal, e até o ano de 2016 deverá estar presente em todo o país para a formação de um rede nacional de leitura inclusiva e a realização de um encontro nacional para o intercâmbio de experiências positivas sobre ações que incluem o livro, a leitura e biblioteca sob a perspectiva da inclusão das pessoas com deficiência.

Alteridade

O Núcleo de Atendimento Educacional Especializado aos Discentes  tem como objetivo dar suporte psicológico aos alunos do CEULP/ULBRA no que se trata da acessibilidade, processos de ensino e aprendizagem, saúde mental e desenvolvimento de habilidades profissionais no contexto universitário. O Alteridade é um dos projetos de Extensão do Curso de Psicologia do CEULP/ULBRA e é coordenado pela professora Dra Ana Beatriz Dupré.

 

 

 

Fonte: CEULP/ULBRA

Eu sou Lúcia Mara Formighieri, cega, graduada em Comunicação Social/Jornalismo há 12 anos e apaixonada por livros. Idealizadora deste blog, parceira e colunista no Congresso de Acessibilidade, Canal de Notícias, entre outros.

“O que eu posso fazer enquanto comunicadora, para transformar a vida das pessoas?

Com este questionamento, criei este Blog, Literagindo, para tratar de Literatura e Leitura Inclusivas!

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