Complexa e Completa

Olá turminha do blog Literagindo, tudo bem?

  Hoje o blog Literagindo presta uma homenagem muito especial, faz quarenta anos que perdemos uma das maiores e mais completas escritoras do Brasil: 00.

  Hoje Clarice pode ser considerada um ícone da literatura brasileira, contudo sua obra foi muito incompreendida e desprezada.

  A menina que falava sete idiomas veio com os pais da Rússia muito cedo e aprendeu a amar nosso Brasil como ninguém.

  Logo ela despontaria no cenário literário contemporâneo, tornando-se uma das autoras mais presentes nas listas de leituras para o vestibular, mas o que faz de Clarice Lispector uma escritora diferenciada?

  Primeiramente, ela não escrevia sobre modismos, Clarice costumava dizer que: “Eu escrevo para expressar meus pensamentos, meus sentimentos, apenas escrevo, para colocar minhas ideias no papel”. Contudo seu público é fiel até hoje.

  A Hora da Estrela, por exemplo, não se trata de mais uma entre muitas obras sobre o Brasil, mas um conjunto de uma narrativa simples sobre um assunto que está mais do que atual: um rapaz que sai de sua terra e vai em busca de emprego, parece um tema simples, certo? Não para Clarice, que expressa os meandros psicológicos de uma violência tão presente e atual.

  Poderíamos ficar aqui horas analisando as diversas pérolas, que brotavam de uma mulher tão intimista quanto sensível, até quando ficou doente Clarice continuou escrevendo, portanto, fica aqui nossa mais singela homenagem a quem nos trouxe tantas reflexões e nos faz compreender o quão insignificantes somos, diante de um mundo tão devastado pelo ódio como percebemos.

  “Eu escrevo porque preciso”, “Se eu deixar de escrever, deixarei de viver”, “Eu me imito todos os dias”, “Eu não escrevo para muitos, escrevo para expressar meus pensamentos e colocar minhas ideias no papel, eu não sei porque as pessoas gostam”, Clarice Lispector.

 

  Com o decorrer do tempo, muitos escritores tentaram imitá-la, sem sucesso. Perto do Coração Selvagem, por exemplo é um livro pequenino no sentido quantitativo, mas perfeito para mergulharmos de cabeça e compreendermos as diversas faces da mulher das obras psicológicas da nossa literatura.

  Clarice não criava personagens, Clarice nos apresenta os obscuros caminhos da mente humana, até para falar de sexo, seus livros trazem uma característica narrativa, que muitos definem como melancólica.

  Alguns diziam até que era uma brucha, só se for com as palavras e sentimentos que trazia: a magia de uma narrativa moderna e vanguardista.nocoração

  Assim é Clarice: complexa e completa.