Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler, mas não leem.

Analfabetos que não leemEm um país onde o número de analfabetos funcionais é absurdamente alto, felizes são os que encontram o prazer da leitura e o guardam como um grande tesouro em suas vidas.
Analogicamente falando, é grande tolice ter grandes armas à disposição e não saber usá-las, não é mesmo? Até o mais inábil dos soldados sabe isso. E assim são as pessoas que nunca leem livros: soldados despreparados para a guerra.

Vivemos na geração em que pouco importa ler o livro, afinal, tem o filme…
Pensando bem, ler o livro é “desnecessário”. Aprofundar-se na história pra quê? Para ganhar conhecimento sobre determinado assunto? “Ah, isso não é interessante.”
Dessa forma pensam, cada vez mais, os jovens atuais. As pessoas não mais leem como antigamente. E assim o ser vai se perpetuando no limbo viciante da ignorância coletiva que parece crescer mais e mais.

É a geração dos espectadores assíduos dos BBBs, dos noveleiros de carteirinha e dos que se informam (quando procuram se informar) em jornais de conteúdo informativo duvidoso, para não dizer, político/ideologicamente parcial.
Somos a geração sem o livro nas mãos. O povo que a própria história desconhece, pois consultar um livro lhes parece custar caro, mas alienar-se talvez lhes seja mais conveniente. Estamos ladeira abaixo no que diz respeito à fomentação dos princípios corretos da educação.

Em suma, fica a pergunta: quem são os nossos verdadeiros analfabetos? Respondo: os que involuem intelectualmente por conveniência, displicência e preguiça. O verdadeiros analfabetos são aqueles que não fogem da idiotizaçao coletiva que aí está. São os que, por desinteresse, não se dão ao trabalho de tentar ler e interpretar corretamente um parágrafo, ou mesmo uma frase. Sim, eles existem. E não são poucos.
E a vulgaridade extrema de cada dia, junto com o desejo vaidoso do ser humano de ser aceito em seus supostos “grupos”, cada vez mais afasta o Homem de seu verdadeiro mecanismo evolutivo: o conhecimento passado, sobretudo, pelos livros.

Fonte: Bons de texto

Eu sou Lúcia Mara Formighieri, cega, graduada em Comunicação Social/Jornalismo há 12 anos e apaixonada por livros. Idealizadora deste blog, parceira e colunista no Congresso de Acessibilidade, Canal de Notícias, entre outros.

“O que eu posso fazer enquanto comunicadora, para transformar a vida das pessoas?

Com este questionamento, criei este Blog, Literagindo, para tratar de Literatura e Leitura Inclusivas!

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