Voluntários levam leitura à adultos em comunidades do Ceará e Piauí

Projeto leva leitura a adultos em comunidades carentes do Nordeste (Foto: Reprodução/EPTV)Projeto “Rallyteca” distribuiu 10 mil livros em povoados da região Nordeste.
Idealizadores da ação não se limitaram em levar educação à crianças.

Os voluntários de Campinas (SP) do projeto “Rallyteca”, que distribui livros em comunidades carentes do Piauí e Ceará durante um dos maiores rallys da América Latina, estenderam a iniciativa e não se limitaram em ensinar apenas crianças a ler. O objetivo dos idealizadores foi incentivar a leitura também a adultos que não tiveram a oportunidade de ter acesso à educação durante a vida.

A série “Trilhas do Saber”, da EPTV, afiliada da TV Globo, acompanhou a rotina dos voluntários durante a campanha de doação de livros no “Rally Piocerá”. Nesta quinta-feira (9), a reportagem mostrou a dedicação das pessoas com os moradores mais velhos dos povoados dos dois estados do Nordeste.

O lavrador Francisco Siqueira contou que sempre sentiu dificuldades para juntar letras e compreender as frases durante a leitura. “Só quando minha filha está aqui que ela ‘peleja’ toda vez para fazer a leitura”, explicou o morador de Zundão (PI). O senhor, que construiu a casa onde mora sozinho, acompanha as histórias pelas imagens dos livros que lê.

A coordenadora do projeto, Adriana Araújo, afirmou que a leitura incentiva pessoas de todas as idades. “Se você deixa um livro lúdico no mínimo ele vai ter a curiosidade de saber o que é. Eu acredito que a leitura é a janela para o mundo”, contextualizou.

“Esse pódio aqui é diferente, a gente ganha na hora de distruibuir o livro”
Fábio Freire, design e piloto de rally

Para alguns voluntários, o trajeto do “Rally Piocerá” é apenas uma forma de alcançar pessoas com difícil acesso à educação. O piloto de Fábrio Freire, por exemplo, abandonou a competição para se dedicar à outro tipo de corrida: instigar a leitura. “Esse pódio aqui é diferente, a gente ganha na hora de distruibuir o livro”, disse.

No entanto, morar em comunidades afastadas não foi barreira para o aprendizado da dona de casa Leide Silva, que ia de bicicleta para escola quando mais nova. “Meus pais não tinha condições, mas faziam de tudo para eu ter acesso à educação”, contou.

A coordenadora do projeto acredita ainda que a iniciativa vai abrir portas para mudar a rotina das comunidades carentes atendidas por ela.”O grande segredo não é dar a comida pra matar a fome só, é você dar a ferramenta para que ela possa adquirir o que ela precisa sozinha”, afirmou.

 

Fonte: G1

Eu sou Lúcia Mara Formighieri, cega, graduada em Comunicação Social/Jornalismo há 12 anos e apaixonada por livros. Idealizadora deste blog, parceira e colunista no Congresso de Acessibilidade, Canal de Notícias, entre outros.

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